quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Somos tão Jovens

Thiago Mendonça interpreta Renato Russo em 'Somos tão jovens' (Foto: Divulgação)

Tive oportunidade de assistir ao filme "Somos tão jovens" (2013), uma espécie de biografia do Renato Russo. Foram cerca de 470 mil espectadores na semana de estreia.

Admito que o Legião Urbana não serviu, ao menos para mim, como uma grande referência musical. Recordo que logo após a morte do Renato, em 1996, houve uma febre muito grande pelo material do grupo e, a partir daí, passei a conhecer de perto a sonoridade da banda de Brasília.

Aliás, meu contato inicial com Renato foi em sua interpretação, bastante competente, de várias composições italianas. "Strani Amori" do Renato possivelmente é tão conhecido, ao menos no Brasil, quanto a versão original da cantora Laura Pausini.

Sobre o filme ele possui seus problemas, mas o resultado final é extremamente cativante. Renato é apresentado como um sujeito sensível, todavia também detentor de uma bagagem muito grande de leitura. Aliado à sua introvertida personalidade, a eterna sensação de não-pertencimento, tornaram Renato um porta-voz quase eterno de nossas inquietudes e inseguranças. Impressionante que, sem incorrer no pecado de aderir a um romantismo fácil, Renato consegue acrescentar a dose certa de fúria e consciência política em suas músicas. Os momentos em que Renato empunha seu violão, ou guiando o vocal e o baixo do Legião, realmente são apoteóticos e valem a pena ser vistos.

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