segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O Soviete Supremo



Em fins da década de 80 eu começara minha jornada no mundo dos quadrinhos. Uma boa recordação era o caráter bastante político das histórias. Havia um super-herói famoso, chamado Nuclear, que deu um ultimato a todas as nações do mundo para que se desfizessem de seu arsenal atômico. Claro, esse herói chegou a ser perseguido por outros, tal como o Batman, que acreditava estar cumprindo a lei e fazendo a coisa certa.

Um super-herói soviético, conhecido como "Soviete Supremo", também me chamou a atenção. Na verdade ela não é era bem um super-herói, mas sim um dos integrantes de um grupo de homens com armaduras poderosíssimas cuja finalidade era suprir a falta de super-heróis na União Soviética. Pois por mais absurdo que pudesse parecer, todos os super-heróis pareciam ser dos Estados Unidos (por que será? rsrsrs).
Ou seja, a Guerra Fria (disputa entre dois países ideologicamente antagônicos, EUA x URSS) influenciava muito o imaginário popular e, claro, dos quadrinhos. Sobre a Guerra Fria, o historiador Eric Hobsbawm. no já clássico "A Era dos Extremos", considera que o mundo tem uma dívida enorme com as posições de Reagan e especialmente Gorbachev. Este conseguiu convencer tanto os americanos quanto as outras nações do Ocidente de que as intenções de encerrar a Guerra Fria, por parte da URSS, estas eram sinceras.

O sinistro absurdo da corrida nuclear finalmente chegava ao fim (final dos anos 80), embora as décadas de 70 e 80 tenham padecido de uma explosão de febre militar e retórica apocalíptica talvez jamais vistas.

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