Come on it's real, You know how I feel, You give me something here, And it's all I know, It's all I know!
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Ciranda de Pedra
Um dos livros que mais marcaram minha adolescência foi, sem dúvida, Ciranda de Pedra, da aclamada Lygia Fagundes Telles. Acho que Virgínia deve ser uma das minhas personagens favoritas.
Resenhas sobre esse livro deve existir aos montes por aí, inclusive a Rede Globo produziu uma novela homônima, que admito não conhecer.
A obra me marcou a partir da complexidade de sentimentos e, ao mesmo tempo, simplicidade da personagem. Ela ama um pai que "meio" que lhe abandonou; vive com uma mãe com sérios problemas de saúde e com um padrasto que, embora um homem bom, mas não é seu pai. Convive com Luciana, a qual Virgínia crê que nutre sentimentos pelo padrasto. Com auto-estima muito baixa, se achando feia e sem-graça,Virgínia se conforma com as irmãs, que vivem com o pai. Uma destas irmãs, Otávia, é de beleza sem igual. E ainda Virgínia nutre paixão por um dos amigos das irmãs, Conrado, cujo físico parece inclinar muito mais para Otávia do que para a sem-graça Virgínia.
Virgínia poderia ser estereotipada como a típica adolescente, mas para mim é muito mais que isso. Lygia Fagundes Telles consegue, com extrema simplicidade, expressar em Virgínia aquilo que muitas vezes não admitimos: que amamos, sentimos ciúmes, somos carentes e temos a eterna sensação de não-pertencimento. É uma obra de certo modo triste, que inquieta, mas termina a meu ver de modo positivo.
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