terça-feira, 4 de março de 2014

Crise na Ucrânia


A histeria da Guerra Fria parece sempre dar uma boa audiência. E claro, a bola da vez é o confronto entre Ucrânia  e Rússia, que nos fazem lembrar os "bons tempos" da dicotomia ocidente x oriente.

A Ucrânia convive com um presente inspirado em uma história de muitos conflitos e perdas. É possível afirmar que hoje temos não uma Ucrânia, mas duas: o leste, povoado por russos e simpatizantes, mais o ocidente, essencialmente nacionalista e anti-Moscou. Este lado ocidental é o que mais assusta, e aí é preciso revisitar o passado: o Holodomor, genocídio frequentemente esquecido em nossos livros de História, onde cerca de 10 milhões de ucranianos morreram de fome, no inverno de 1932-1933. Os avôs e avós destes que hoje se insurgem contra o Kremlin preferiram queimar toda sua colheita, o seu gado, devorar os próprios corpos sem vida de seus filhos, a continuar alimentando Stálin. Me pergunto se, no momento atual, até onde estas pessoas poderiam ir, caso as pretensões russas sobre a Ucrânia se confirmem.

A mídia tem ventilado a questão econômica (da dependência do gás russo por parte da Ucrânia), mas parece ser mais que isso. Há seis anos atrás a Geórgia também foi invadida pela Rússia, que tomou posse de duas regiões do país, e nada se fez. Acrescente-se hoje a recente ocupação da Crimeia (república ucraniana) por tropas russas, fundamental para não isolar geograficamente Moscou do Ocidente. Ou seja, a Rússia continua se expandindo e o resto do mundo, tal como na Georgia, assiste a tudo passivamente.

Referências

delitodeopiniao.blogs.sapo.pt
www.terra.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário